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Vaca Amarela

Ilustração cartunesca de uma vaca bipede, ela possui uma feição orgulhosa e segura uma panela com sua comida (ou sujeira). Ao fundo uma casa com janela aberta
Arte de: Thiago Holsi

VACA AMARELA

Relatório

A vaca amarela pulou a janela
Mexeu, tanto mexeu
que até quebrou a tal tigela

A minha casa tem quintal pra morro
com um “bungalow” que eu fiz pro meu cachorro
Do lado esquerdo tem uma cancela
toda escangalhada
pela tal vaca amarela
– Vaca amarela, marchinha de 1938
Lamartine Babo e Carlos Netto

Vaca Amarela é uma brincadeira infantil típica da cultura popular brasileira. Ela consiste em um desafio, no qual um dos participantes canta a música tradicional e os demais estabelecem um pacto de silêncio. Perde aquele que falar primeiro.

A música trás muitas variações, sempre baseadas em uma rima com o verso anterior. A vaca pode ter pulado uma janela, quebrado uma tigela ou cagado na panela. No entanto, o resultado de quem perde o desafio, invariavelmente, é “comer a bosta dela”.

Desafios de silêncio estão presentes ao longo de todo o mundo. Em Portugal, temos uma cantilena que remonta ao século XVIII no qual é preciso não apenas ficar em silêncio, mas também não se mover. A referência às pernas dos chineses, provavelmente, tem a ver com deixá-las cruzadas ao sentar, como que em posição de lótus.

Um, dois, três
perninhas à chinês
quem não está sentado
não é bom português
e não sabe falar francês
e fica admirado
quando vê um inglês
Um, dois, três
não se fala outra vez

Outra variação diz:

Um, dois, três
As perninhas à chinês
Quatro, cinco, seis
Os bracinhos já sabeis,
Sete, oito, nove
A boca não se move.

A confluência desta versão com a Vaca Amarela, no Brasil, faz surgir algumas variantes da cantiga que mencionam os olhos do chinês, e pedindo silêncio de japonês e de inglês. É o resultado do trânsito da oralidade.

Não foi possível encontrar de quando data a brincadeira, mas nos anos 30 o compositor Lamartine Ribeiro lançou uma marchinha que mencionava uma vaca quebradora de tigelas e puladora de janelas. Curiosamente no Paraná, em 1938, a marchinha foi proibida pela polícia de ser cantada durante o carnaval. É a vaca amarela da censura.

VACA AMARELA

Tipo: Saberes

Elemento

Habilidade:

Efeito: 

Citação:

Artista: Tiago Holsi

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Fontes

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Veteranos

Ilustração do campus de um universidade, um prédio estudantil ao fundo. Em primeiro plano uma jovem estudando com seu material caminhando e se despedindo, logo atras um jovem com aparencia de cachorro responde ao aceno dela. Mais ao fundo uma jovem com aparencia de gato sobre um banco tira uma selfie
Arte de: Sabrina Eras

VETERANOS

Relatório

Essa é uma lenda urbana que circula em ambientes acadêmicos, muitas vezes contada de maneira leve e bem-humorada para enfatizar a necessidade de foco e comprometimento com os estudos.

Para justificar a presença excessiva de animais nos campus, tanto silvestres como os domésticos que lá foram abandonados, dizem que estes são, na verdade, alunos. Estudantes que reprovaram tanto, mas tanto nas matérias, que foram amaldiçoados e ganharam forma de bicho.

O tipo de animal varia muito. Normalmente são cães e gatos, mas em algumas universidades fala-se em saguis, macacos-prego, capivaras ou quero-queros. Quem sabe se forem ajudados a concluir os estudos possam retomar a forma humana.

VETERANOS
Pontos de Força: 
Pontos de Vida: 

Tipo: 

Elemento: Vento

Habilidade:

Efeito: 

Citação:

Artista: Sabrina Eras

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Fontes

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Violeiro

Ilustração de um violeiro. É um homem cujo rosto é coberto por um chapéu. Ele toca sua viola de onde sai uma sombra assustadora em forma de serpente.
Arte de: Zambi

VIOLEIRO

Relatório

“Eu ando de pé no chão piso por cima da brasa
Quem não gosta de viola que não ponha o pé lá em casa
A viola está tinindo, o cantador tá de pé
Quem não gosta de viola, brasileiro bom não é
Chora viola”
Chora Viola, por Lourival dos Santos e Tião Carreiro


A viola e o violeiro são um marco para a cultura popular brasileira. Ainda assim, muito do que se sabe sobre a sua introdução no Brasil são inferências. Sabemos que os padres jesuítas eram conhecidos por utilizar do canto e da dança como estratégia para a evangelização dos povos indígenas, e encontramos em uma das cartas de Anchieta uma referência a um irmão que tocou viola para o padre Manoel de Nóbrega. Seria a viola utilizada nesse processo de catequese desde o século XVI? Esse salto não é seguro fazer. Mas com clareza sabemos que foi ela o primeiro instrumento harmônico em nosso país.

A relação do instrumento com o catolicismo é muito forte ainda hoje; haja vista sua presença constante nas louvações da Festa do Divino Espírito Santo ou ao acompanhar os ternos de Folia de Reis. No entanto, seria mais adequado considerá-la um instrumento profundamente híbrido, recebendo também forte influência dos povos indígenas e negros.

Exemplo disso vemos ao observar um dos ritmos mais conhecidos da cultura caipira: o “cateretê”, também chamado “catira”. Dançado em linha ou em roda, com batidas de pés e mãos para acompanhar os tocadores, historiadores, como Ivan Vilela, apontam que o ritmo já existia junto aos povos originários antes mesmo da introdução do instrumento. Obviamente, hoje, o cateretê já tem outras características que o peculiarizam.

Outro ritmo bastante conhecido é o chamado Cururu – uma roda de canto, toada, dança e desafio, hoje ainda vigente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Antônio Cândido, quando escreve “Parceiros do Rio Bonito”, discorda que o nome tenha raízes na dança Bororo chamada “bacururu”. O pesquisador se apega a ideia de que Cururu seria referência aos cantos do sapo, e como a palavra é de origem Tupi-Guarani, os Bororo (que pertencem ao tronco linguístico Macro-Jê) não partilhariam o sentido.

Outra possibilidade, mais plausível, é que Cururu seja uma derivação de Curuzú. A palavra é a forma “guaranizada” de “cruz”, uma vez que não há duas consoantes juntas na mesma sílaba na língua Guarani. Ainda hoje, no Paraguai, encontramos várias narrativas sobre Curuzús; os cruzeiros encantados onde vivem almas penadas. É possível que, com a viola inserida no contexto da catequização indígena, a cruz tenha servido de mote para batizar o ritmo.

Existem vários tipos de violas, com peculiaridades no formato e na disposição. Uma das mais notórias, e mais rústicas, é a chamada “viola de cocho”. Seu nome é uma referência ao cocho onde comem os bois, que consiste em uma tora de madeira escavada. Da mesma maneira, o instrumento que carrega este epíteto tem braço e bojo feitos com uma peça única, escavada artesanalmente com madeira de ximbuva, com tampo de raiz de figueira branca.

Como registrado em seu Modo de Fazer, as peças do instrumento eram coladas com grude feito de “poca” de piranha ou de pintado; sua bexiga natatória. A maioria destas violas era feita com quatro cordas de tripa de animal (bugiu, ouriço caxeiro, etc.) e uma de aço. Hoje, a corda de tripa deu lugar ao náilon. Tripa de boi não é utilizada por ser muito frágil e não aguentar os toques.

A viola caipira é um instrumento de contemplação da natureza. Não por acaso, seus toques são fortemente inspirados pelos sons de bichos, que o cantador habilmente mimetiza – seja ao deslizar os dedos pelas cordas, seja ao bater contra o tampo do instrumento.

Existem inúmeras afinações distintas para viola, que surgem graças a variações regionais. No entanto, as mais famosas são a Cebolão, a Rio Abaixo e a Rio Acima. A primeira tem esse nome peculiar por ser tão bonita que leva quem escuta às lágrimas, como se estivesse cortando uma cebola. A Rio Abaixo, afinada em Sol Maior, tem um conjunto harmônico mais variado e permite maior elaboração nos toques. Ela recebe este nome em referência a lenda de que o próprio Diabo usa essa afinação, descendo o rio numa canoa para encantar o povo com sua música. Já a Rio Acima dá sequência a esta cena, com um toque mais melancólico, representando o povo subindo o rio de volta para suas casas.

Sagrado e profano se encontram no instrumento, que é tocado tanto pelo diabo quanto pelos santos. Dizem que São Gonçalo do Amarante tornou-se protetor dos violeiros por ter usado da música para fazer o povo dançar tanto, mas tanto na noite de sábado que domingo, dia santo, ninguém tinha mais energia para pecar.

VIOLEIRO
Pontos de Força: 
Pontos de Vida: 

Tipo: 

Elemento: Noite

Habilidade:

Efeito: 

Citação:

Artista: Zambi

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